domingo, 2 de dezembro de 2012


REFLEXÃO: ARTE E MEMÓRIA.

Salvador Dalí, Persistência da Memória (Persistance de la mémoire, 1931), óleo sobre tela, 24 x 33 cm, Nova Iorque, The Museum of Modern Art.
            Um “delírio comestível”, nascido de um sonho que o pintor teve de um camembert escorrendo (que representa o tempo, que come e também se come). O relógio no centro da tela parece aludir a uma sela sobre um cavalo branco ou, no tema que nos interessa um chapéu na cabeça de um homem com bigode, esbaforido, com a língua para fora, exaurido e angustiado por sentir que sua memória se esvai (e derrete como um queijo camembert). Um homem sem memória é como um relógio que se derrete...
                A memória é um elemento fundamental na formação da identidade cultural individual e coletiva dos sujeitos, na instituição de tradições e no registro de experiências significativas, deve ser valorizada e preservada por toda a vida. É a memória que garante a nossa identidade. Se perdêssemos a memória deixaríamos de ser o que somos, e passaríamos a viver uma vida diferente da que temos, seriamos pessoas diferentes, é a memória individual nos tornam únicos. Segundo Martin Heidegger “a memória é o recolhimento do pensar fiel” assim, tudo aquilo que é importante e vale à pena relembrarmos e refletirmos durante nossa vida, ficam guardados em nossa memória sempre.

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