REFLEXÃO: ARTE E MEMÓRIA.
Salvador Dalí, Persistência
da Memória (Persistance de la mémoire, 1931), óleo sobre tela, 24 x
33 cm, Nova Iorque, The Museum of Modern Art.
Um “delírio
comestível”, nascido de um sonho que o pintor teve de um camembert escorrendo
(que representa o tempo, que come e também se come). O relógio no centro da
tela parece aludir a uma sela sobre um cavalo branco ou, no tema que nos
interessa um chapéu na cabeça de um homem com bigode, esbaforido, com a língua
para fora, exaurido e angustiado por sentir que sua memória se esvai (e derrete
como um queijo camembert). Um homem sem memória é como um relógio que se
derrete...
A memória é um elemento fundamental na formação da identidade
cultural individual e coletiva dos sujeitos, na instituição de tradições e no
registro de experiências significativas, deve ser valorizada e preservada por
toda a vida. É a memória que garante a nossa identidade. Se perdêssemos a
memória deixaríamos de ser o que somos, e passaríamos a viver uma vida diferente
da que temos, seriamos pessoas diferentes, é a memória individual nos tornam
únicos. Segundo Martin Heidegger “a memória é o recolhimento do pensar fiel”
assim, tudo aquilo que é importante e vale à pena relembrarmos e refletirmos durante
nossa vida, ficam guardados em nossa memória sempre.

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