terça-feira, 13 de novembro de 2012


COLCHA DE RETALHO DO 6° SEMESTRE

A construção de uma colcha de retalhos pela turma do sexto semestre de pedagogia juntamente com o professor Mácio Machado foi um momento prazeroso e lúdico. Nos divertimos muito através de desenho e pintura expondo momentos vivenciados enquanto criança, brinquedos e brincadeiras da infância  e desenhos realizados na Educação Infantil. Este momento de interação gerou muitas recordações, memórias da infância e muitas risadas, um momento de descontração impar depois de três semanas cansativas de estágio.

 

 


ANÁLISE DO FILME “COLCHA DE RETALHOS” RELACIONANDO COM TEXTO “O EU, O OUTRO E AS DIFERENÇAS INDIVIDUAIS E CULTURAIS”
 (Elizeu Clementino de Souza)
 
O filme Colcha de retalhos traz a experiências e histórias de vida de um grupo de mulheres maduras, que tem o hábito de se reunirem para confeccionar uma colcha constituída de retalhos. Cada uma confecciona um pedaço para depois juntá-los formando uma bela colcha. Durante esta construção elas comentam momentos tristes e felizes que marcaram suas vidas. A história de vida das senhoras citadas no filme nos faz refletir sobre o que queremos fazer e o sentido que nossos as nossas ações podem causar no nosso futuro pessoal, profissional e do outro. E ainda a influencia das ações do outro na construção de nossa identidade como ser humano. Segundo Souza (2005) é na dinâmica da vida e nas histórias tecidas no nosso cotidiano que aprendemos dimensões existenciais e experienciais sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre o meio em que vivemos. Neste sentido é importante pensarmos na importância que o outro tem na construção do nosso conhecimento, na nossa formação e enquanto seres humanos.   No início do filme foca-se em um carretel de linha desenrolando, a partir dele podemos refletir sobre este procedimento e a vida, pois os acontecimentos de nossas vidas vão desenrolando aos poucos, em uma sequência, assim como a linha do carretel. Nós enquanto educadores precisamos repensar sempre a nossa prática considerando as experiências vivenciadas na sala de aula e os exemplos de vida nosso e do outro que presenciamos diariamente em nossas vidas cotidiana.

                                                                            MNHA INFÂNCIA

A infância é um momento muito especial na vida do ser humano. É a fase onde são desenvolvidas as habilidades físicas, cognitivas e morais, as quais levamos pela vida inteira. A minha infância gostaria de ter vivido de maneira mais plena e real, ou seja, de maneira mais lúdica e divertida, com mais atividades que me proporcionasse prazer e alegria. Por ser filha única sempre brinquei de maneira solitária deixando de me comunicar e aprender junto a outras crianças da minha idade, assim deixando de partilhar de saberes e culturas diferentes.
Gostaria de ter estudado com professores que se preocupassem com um aprendizado significativo; Que tivesse proporcionado aulas interativas e lúdicas; Que reconhecessem o conceito e o significado da infância; Que conhecessem as fases de desenvolvimento da criança para assim compreender o processo de construção de conhecimentos; E ainda que tivesse uma formação adequada para mediar aulas de qualidade e significativas na sala de Educação Infantil.
Durante as aulas no período da Educação Infantil não havia materiais específicos para esta etapa da educação. O espaço não era adequado e não havia um ambiente de lazer às crianças, e isto pode ter acontecido por se tratar de uma escola do campo com inúmeras deficiências e carências. Gostaria de utilizado brinquedos durante o processo de aprendizagem, elementos que contribuíssem no meu desenvolvimento físico e cognitivo. Ter utilizado massinha de modelar, tintas para desenvolver novas habilidades. Além de inúmeros elementos que dão subsídios no desenvolvimento e crescimento da criança, de maneira saudável e criativa.
Na realidade gostaria de ter sido educada durante a educação infantil de maneira mais lúdica e criativa. Tendo na minha professora um suporte para futuras aprendizagens significativas. Que tivesse havido uma interação família e escola, que é de grande relevância na vida escolar e social da criança.
 
RELATOS SOBRE AUTOFORMAÇÃO
 
O ponto de partida às reflexões a seguir, foi subsidiado pelas aulas do componente Abordagem Autobiográfica, nas quais pontuou-se algumas questões sobre a formação do educador.
Sabe-se que todo educador necessita repensar sempre a sua prática, buscando sempre novos conhecimentos que contribuam na sua formação enquanto profissional. Segundo Pineau (2000) esta formação pode acontecer de três maneiras: a autoformação, a heteroformação e a ecoformação. A heteroformação ela acontece intermediada pela educação e pelas heranças culturais que os sujeitos vivenciaram no âmbito familiar e social de um modo geral. Assim esta heteroformação advém da influência do outro, vindo a contribuir de maneira positiva ou negativa neste processo de construção. Isto é, nós aprendemos a partir do que o outro nos ensina.
A ecoformação é concebida através da interação do sujeito com o meio ambiente, as influências climáticas, físicas, objetos e matéria oferecem suporte para formação do ser humano e não tão somente do profissional em educação. Desta maneira estes elementos são pontos importantes na construção dos saberes docente.
E a autoformação não acontece sozinha. E sim por intermédio da ecoformação e da hereformação juntas. Através da retrospectiva dos atos e ações do educador, ele constitui a sua pratica e sua formação educacional. Desta maneira a autoformação permite ao educador repensar e conscientizar-se da sua formação, ultrapassando a transmissão de conhecimento mediada por este, e visando rever os seus comportamentos e atitudes diante do ser professor.
Contudo acredito que a formação do educador depende sim destes fatos pontuados e principalmente da sua concepção de mundo e de que tipo de sujeito ele pretende formar enquanto educador.

REFERÊNCIA:
PINEAU, Gaston. Temporalités en formation, vers de nouveaux synchroniseurs, Paris: Anthropos, 2000.