quarta-feira, 26 de dezembro de 2012


            MEMÓRIAS DOS SEMINÁRIOS

           Aula do dia 17 de dezembro foi a ultima do componente curricular Abordagem Autobiográfica. Naquela aula foram abordados seis textos escritos por vários autores que discorrem sobre autobiografia, memorial, história de vida e a contribuição destes na formação docente e pessoal dos educadores. A partir dos textos os grupos pontuaram através de seminários sobre os temas supracitados e foi possível guardar na memória que:
            Por meio das histórias de vida pode ser trabalhada a questão da identidade através da análise permitindo colocar em evidencia a pluralidade, a fragilidade e a mobilidade de nossas identidades ao longo da vida. A essa constatação junta-se a tomada de consciência de que a questão da identidade deve ser concebida como processo permanente de identificação e definição de si mesmo (Josso, 2007).
            As narrativas autobiográficas se tratam de falar de si, socializar seus dilemas, inquietações, contribuindo assim na tomada de consciência de si e da sua prática docente. A interação com os outros através das narrativas autobiográficas possibilita aos sujeitos a construção de novas aprendizagens e conhecimentos significativos.
            As memórias têm um papel importante, pois o narrador traça nesta escrita uma versão de si mesmo, de seus aprendizados, frustrações, desejos, necessidades e alegrias deixando aflorar seus sentimentos, através dele as pessoas conseguem expor o que não conseguiam expressar oralmente. Sendo um elemento importante na construção da identidade docente.
            A partir destas discussões fica notório a importância de se levar em consideração nos cursos de formação de professores a utilização de narrativas autobiográficas, memórias e histórias de vida, isso porque as mesmas possibilitam ao educador refletir a sua prática e o ser docente. Além de ser fundamental na formação docente e imprescindível também na formação pessoal dos sujeitos.
Colcha de retalhos construida pelos discentes do sexto semestre de pedagogia (UNEB- Campus XVI).



quarta-feira, 12 de dezembro de 2012


RELATOS DO TEXTO DE MARIE CHRISTINE JOSSO
As narrações centradas sobre a formação durante a vida como desvelamento das formas e sentidos múltiplos de uma existencialidade singular-plural.

            O texto de Marie Christine Josso traz o resultado de um projeto de pesquisa relacionado à identidade a partir das histórias de vida, ou seja, das narrativas. Por meio deste projeto buscava-se que as pessoas tomassem consciência das mutações sociais e culturais nas vidas singulares e colocá-las em relação com a evolução dos contextos de vida profissionais e sociais. Nas narrativas são confrontadas as subjetividades e as realidades vivenciadas. Segundo Josso “trabalhar as questões identitárias, expressões de nossa existencialidade, através da análise e da interpretação de narrativas de vidas escritas, permite-nos evidenciar a pluralidade, a fragilidade e a mudança de nossas identidades ao longo da vida” (p.19).
            Os estudos baseados nos processos de formação, de conhecimento e de aprendizagem, tendo em vista a elaboração de um conceito de formação experiencial é de suma importância para garantir que os educadores repensem a sua prática em sala de aula. E para que este processo formativo realmente funcione é necessário que as pessoas realmente se engajem e participem verdadeiramente do mesmo. Durante as narrativas os participantes destacam os pontos chave das vivencias da pessoa que está narrando.
            O conceito de existencialidade singular-plural remete logo a uma problemática que acompanha o percurso da vida vivida em uma tensão permanente entre as transformações das limitações dos coletivos e a evolução dos sonhos, dos desejos e das aspirações individuais.
            A autora traz que auto-orientação de si, subproduto de nossa criatividade (a invenção de si) vem a ser uma tomada de poder sobre a maneira pela qual cada individualidade pode descobrir sua singularidade, cultivá-la sem parar de se inscrever num contínuo sócio-cultural, em outras palavras, a história coletiva de suas comunidades de pertencimento.
            As práticas de reflexão sobre si oferecidas pelas narrativas escritas de vidas centradas na formação apresentam-se, assim, como laboratórios de compreensão de nossa aprendizagem da profissão e da maneira de ver e viver o mundo. A abordagem biográfica é um suporte empírico para a reflexão compreensiva da formação de si como sujeito.
Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 17, n. 29, p. 17-30, jan./jun., 2008.

domingo, 2 de dezembro de 2012


REFLEXÃO: ARTE E MEMÓRIA.

Salvador Dalí, Persistência da Memória (Persistance de la mémoire, 1931), óleo sobre tela, 24 x 33 cm, Nova Iorque, The Museum of Modern Art.
            Um “delírio comestível”, nascido de um sonho que o pintor teve de um camembert escorrendo (que representa o tempo, que come e também se come). O relógio no centro da tela parece aludir a uma sela sobre um cavalo branco ou, no tema que nos interessa um chapéu na cabeça de um homem com bigode, esbaforido, com a língua para fora, exaurido e angustiado por sentir que sua memória se esvai (e derrete como um queijo camembert). Um homem sem memória é como um relógio que se derrete...
                A memória é um elemento fundamental na formação da identidade cultural individual e coletiva dos sujeitos, na instituição de tradições e no registro de experiências significativas, deve ser valorizada e preservada por toda a vida. É a memória que garante a nossa identidade. Se perdêssemos a memória deixaríamos de ser o que somos, e passaríamos a viver uma vida diferente da que temos, seriamos pessoas diferentes, é a memória individual nos tornam únicos. Segundo Martin Heidegger “a memória é o recolhimento do pensar fiel” assim, tudo aquilo que é importante e vale à pena relembrarmos e refletirmos durante nossa vida, ficam guardados em nossa memória sempre.

REFLEXÃO ACERCA DE ESTUDOS DE INÊS BRAGANÇA.

A autora Inês Bragança discute brilhantemente sobre a importância da formação e autoformação do educador, e traz a investigação como ponto relevante neste processo.
Em contexto de interação efetivamente humana, o desenvolvimento do trabalho de investigação produz, assim, um movimento de formação, de autodesenvolvimento para o investigador e para os que participam como sujeitos da pesquisa. A pesquisa-formação implica uma experiência significativa de articulação de saberes, não busca a produção de um saber dicotomizado que futuramente “poderá ser aplicado” socialmente, mas o desenvolvimento da pesquisa pressupõe a mobilização de saberes, experiências e práxis vitais. (BRAGANÇA, p.2, 2001)
Bragança traz em seus estudos experiências vivenciadas por educadores durante pesquisas, as quais contribuem de maneira significativa na formação pessoal e profissional dos sujeitos educadores e também proporcionam uma reflexão sobre a prática destes enquanto educadores e formadores de indivíduos autônomos e críticos. Estas pesquisas contribuem na formação do pesquisador e das pessoas envolvidas na mesma através da troca de conhecimentos, saberes e experiências.
            Segundo Bragança (2008) a abordagem (auto) biográfica contribui significativamente na formação de professores proporcionando uma reflexão sobre a construção de si própria, em um movimento de formação que articula memória, narração e reconstrução da identidade.


A TURMA

Um, dois, três
Quatro, cinco, seis
Vencendo mais um estágio
Avançamos mais uma vez
Um, dois, três
Quatro, cinco, seis
Entre amor e ódio
Estamos juntos mais uma vez
Um, dois, três
Quatro, cinco, seis
A nossa turma é um sucesso
E com ela não te vez
Um, dois, três
Quatro, cinco, seis
A formatura é o nosso sonho
E vai chegar a nossa vez.

(Edcléia, Elane, Joseane, Jaqson, Luane e Mª Célia

 
A PULGA
Um, dois, três
Quatro, cinco, seis
Com mais um pulinho
Estou na perna do freguês
Um, dois, três
Quatro, cinco, seis
Com mais uma mordidinha
Coitadinho do freguês
Um, dois, três
Quatro, cinco, seis
Tô de barriguinha cheia
Tchau
Good bye
Auf Wiedersehen
 
(Vinicius de Moraes)